o causo dos cartões corporativos

Ambiente

Estão todos discutindo sobre os cartões corporativos usados indevidamente. A mesa está vazia exceto pelos braços de rei roberto e uma vela apagada colocada ali, estrategicamente, caso falte luz (todos têm isqueiro). b, jeniffer, lú, rt e Arnaldo estão com a postura correta.


Diálogo


rei roberto
– é uma vergonha, isso é dinheiro público! por que, meu deus, votaram nesse incompetente? – Grita indignado para os companheiros e para o céu.

jeniffer – eu votei nele. em quem mais eu iria votar?

Arnaldo – No Alberto Justos é óbvio! Como não pensam nele? Nossa, isso me deixa desapontado pra burro.

rt – ouvi dizer que ele namorou a Mel Lisboa! aquela menina que faz novelas da Globo.

rei roberto – a mel lisboa? – pergunta com cara de espanto.

b
- encara o cara do outro lado da tua vida, manda ele a merda e diz que sou eu. vai, foge do desejo de se sentir bem o tempo inteiro e deixa um pouco de dor pra nós dois. diz que ama os teus pais pelo telefone mas insiste que não tem tempo pra ir jantar. chega em casa cansada e ainda sem tomar banho dá um beijo longo no sofá. vai, que a gente senta no azulejo da cozinha p/ contar segredos, lambuzados de chocolate. que a gente dorme no tapete da sala amarrando os braços ao som chateado de um filme qualquer. não precisa ter medo quando se comparte silêncio, quando a maior parte da tua vida se resume ao que tu não fez.

Nesse momento, todos olham para uma só pessoa.

– eu não tô chorando, foi um cisco que entrou no meu olho.

Fim

4 Respostas para “o causo dos cartões corporativos”

  1. Carol M. Disse:

    “não precisa ter medo quando se comparte silêncio”
    muito bom! nossa…

  2. Disse:

    Oba! Posta o do causo da isabela agora! bju.

  3. bruno Disse:

    !.

  4. o causo do autor que mente « bruno bandido Disse:

    [...] causo 1 (dos cartões corporativos) [...]

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