poesia, basquiat e estrada
Julho 17, 2008* Li toda a categoria “poesia morta” aqui do blogue e descobri que nenhum daqueles posts prestam. Deve ser exatamente por isso que chamo a poesia de “morta”. A poesia dentro de um livro, ou de um blogue, é a forma mais fraca de poesia.
* Isso me lembrou de um filme sobre o Jean Michel Basquiat que eu vi ontem. Conta mais ou menos a história dele, óbvio que filmes auto-biográficos nunca são fiéis, mas nada que é criado é muito fiel. Nem mesmo o documentário Downtown 81- New York Beat que acompanha o Basquiat, antes de sua primeira exposição, pelas ruas de Nova York. Esses dois filmes valem a pena, recomendo muito. No de ficção ainda se vê um interessante David Bowie interpretando o Andy Warhol, que era amigo do artista. A vida do cara é foda, morou um tempo numa caixa de papelão no Empire State, pichou paredes e portas com o condinome SUMO (que depois de famoso valeram muito dinheiro), vocalista de uma banda new wave/punk de vanguarda, poeta, negro (rolou um preconceito), don juan pra caralho, gênio e como vários outros marginais da contra-cultura morreu aos 27 anos.
* Falta uma hora pra eu pegar a estrada. Jaguarão, Rio Branco, Montevideo, Colônia, Buenos Aires e o que rolar pelo caminho. Vou pensando em Pablo Beato, em Lucille, em todos os beats, em Tom Waits, em Gardel e em Maradona.

