Arquivo da categoria ‘poesia morta’

japan in bathroom II

Junho 5, 2008

adeuses

Maio 17, 2008

#1

não quero acordar contigo ao meu lado
contado-me teus casos e casas
pedindo para que eu case
sem usar crases nem frases de efeito

não quero acordar e te ver dormindo
com teu rosto lindo
com tua boca semiaberta
com teu cabelo (des)penteado
e com tua vida perfeita

#2

joguei tanta coisa fora
armas e medos e gramas
que já nem sei se sou eu
ou todos os teu antidesejos.
é que de tantos beijos
apenas em teu ser,
cansei de ficar parado
esperando a vida
olhando pela noite a tv.

o cachorro latiu fora do ar e outros versos #17

Maio 14, 2008

tá certo que eu
não quero ir pro exército
e essas coisas mais

mas não preciso
levantar bandeira
ler bandeira

tô guardado
em nada menos
que a desatenção

breve reverência

Maio 13, 2008

vinicius

desde que descobri a poesia, passei a não gostar dos poemas do vinicius de moraes. sempre preferi as músicas e olhe lá. aquele velho romântico-diplomata-beberrão, é claro, tinha algum ponto forte - era beberão. mas quando me vinha com que não seja imortal posto que é chama… eu até concordava que ele deixou a frase bonitinha, mas respondia na lata, com o gaúcho carlinhos carneiro, é sempre amor mesmo que mude.
tá certo que ele falou que rimbaud era mesmo o maior de todos e que a canção que queria ter composto era detalhes do rei roberto carlos. nesse aspecto, sou obrigado a aplaudir.

Maio 10, 2008

japan in bathroom

Maio 7, 2008

Maio 5, 2008

camila
eras chico buarque demais
pro meu cimento
mas

na ausência de casamento
deixastes dois bens profundos

um dvd do fito
e a palavra muito

é creu na tôca mermão!

Maio 5, 2008

“a contribuição milionária de todos os erros” já diria oswald!

o cachorro latiu fora do ar e outros versos #24

Maio 4, 2008

brurguns

mas meu eu é todo teu
nem adianta me criticar
jogar conversas no lixo de meu ouvido
para ver um mexer de ombros
um rigor de socos
no braço do sofá

mas meu eu é todo teu
porque me abro nocivo
sem noção de espaço contido
no resto do teu rosto
um grito rouco
pra ver no que é que dá

e quando eu não deixar nenhuma linha
de minhas várias vidas
lembre-se de fernando pessoa
senta na poltrona
e não lê

luciana não passa depressa, deprê.

Maio 3, 2008

“lembro que te ví, ali, onde todo mundo menos tu devia estar. saíste com um enorme sorriso ao contrário, o que naquele cenário até me parecia normal.” trecho célebre do menor e pior poetaurbano de porto alegre - Ícaro Carolli.