Julho 2, 2008 by brunobandido

Eu gosto de pessoas loucas. E falo também da loucura medicamente diagnosticada. Tenho uma vontade imensa de me auto-internar em um hospício por uns tempos, só pra observar, se é que isso é possível.

Hoje eu me sentei num banco do Shopping Praia de Belas, pra esperar uma amiga que tava há uma hora dentro da Renner, e fiquei assistindo as pessoas do ambiente (tristemente sãs).

Tinha um moço sentado no meu lado que lia a coluna do David Coimbra na ZH. Aparência normal tinha ele. Logo depois, sentou-se um funcionário de uma loja qualquer em seu horário de folga. Foi quando passou uma mulher bonita de camiseta da Saraiva e perguntou ao funcionário se uma tal de Renata já tava na “loja”.

Antes que ele respondesse qualquer coisa, o moço que lia o jornal, como que num sobressalto, olhou para a mulher e disse com voz alta e pausada: ” A renata morreu, a senhorita já deveria saber, não eram tão amiguinhas?”. Antes que qualquer um de nós esboçasse alguma reação (eu gargalhava por dentro), ele se levantou e saiu a caminhar com o jornal embaixo do braço, morrendo de rir.

breves

Julho 1, 2008 by brunobandido

a capa da rolling stone brasil é uma foto dos caras do nx zero pelados, eles são feios e burros e bestas, mas de acordo com o que a revista diz eles são a nova cara do rock brasileiro. eu tô começando a acreditar nisso, mas algo ainda me diz que eles não são rock na real, usar guitarra pesada não siginifica nada. sérgio sampaio com violão era mais rock’n roll que esses caras que são atração principal de festa municipal da uva de são conrado e coisas do tipo.

o last fm, uma espécie de orkut  de música, diz que a revolução musical está começando. embora ninguém saiba  pra que realmente sirva esse site.

a amy winehouse lançou  um álbum inteligente e de bom gosto na música pop, misturando divas do jazz com os rolling stones, e todo mundo só quer saber se ela já morreu ou não por causa de sua vida junkie.

o funk carioca é mais rock’n roll que nx zero, tenho certeza disso.

sinuca, paquitas e hedonismo

Junho 25, 2008 by brunobandido

Iconoclastia, porra!

Junho 20, 2008 by brunobandido

Tudo que o Peréio fala tá falado e pronto, e ponto. Agora, pro sonho dos iconoclastas de plantão, o cara tá afim de derrubar o Cristo Redentor. Salve Paulo Cesar Peréio, porra!

Saiba mais aqui.

o causo do autor que mente

Junho 16, 2008 by brunobandido

Ambiente

Estão (quase) todos conversando no Bar da Praça. O assunto é qualquer um. O clima está meio pesado, ninguém dali sabe quando eles deixaram de ser verdadeiros amigos.

Diálogo

L4 – Será que a Yeda cai?

Mano Brown – Putz, acho que não.

Ana Julia – Eu acho que nem devia cair.

Mano Brown – Cala a boca sua bagaceira burra.

rei roberto – vamô acalmá o ânimo aí pessoal!

Carlos Alberto de Ávila – Vocês não deveriam discutir política desse jeito, ah não mesmo!

– é vocês deveriam estar mais atentos, além do mais, os Crauneres tão por aí, se eles nos pegam falando uma coisa dessas não quero nem ver.

Neste momento, b acaba um copo de cerveja e abre sua boca nervoso.

b - tu me olhavas com aquela cara de adiar as coisas, eu deixava rolar pra nem querer saber quando acabasse. e tudo se resumia ao completo improviso da rotina. todo dia o mesmo sem tirar nem botar uma gota de suor se quer. foi por isso que deixamos de existir. porque eu queria tudo e não só tu, tu querias tudo além do fim.

– b, tu não podia ter me falado isso. agora o que eu vou pensar de novo?

Carlos Alberto de Ávila – Vocês não deveriam discutir política desse jeito, ah não mesmo!

Fim

Para ler os outros causos:

causo 1 (dos cartões corporativos)

causo 2 (da (des)união do mercosul)

hamlet tá por fora I

Junho 12, 2008 by brunobandido

Não sei aonde tava com a cabeça quando falei aquilo pra ela. “Tô perdendo de assistir a final da copa do Brasil pra te assistir”. Todo homem sabe que não se deve falar isso pruma mulher. Eu nunca tinha falado, até porque quase sempre eu escolho o jogo (por vários motivos e argumentos que outro dia eu explico). Mas falei. E logo depois bateu o arrependimento.

É claro que essa escolha sempre atinge o que está em questão no jogo, se é só um amistoso até que vai. Mas era uma final de campeonato. Tudo bem que meu time não tava disputando. Mas era uma final de campeonato! Acho que foi por isso que eu falei.

Porque é óbvio que a maioria das mulheres não entendem isso. Não sabem o quanto é grande a proporção que o futebol atinge na vida masculina. Pra elas é como ver novela, ou essas outras coisas que tentam comparar, mas chega a ser risória a diferença. As mulheres não sentem esse nível intenso do amor que muitos e muitos homens têm pelo futebol.

Pra minha sorte ela entendia, ou fingia entender. “Futebol ou mulher… Isso é mais existencial pros homens do que Hamlet”, respondeu toda blasé depois de um suspiro. Entendeu direitinho. Vai ver foi por isso que dessa vez eu preferi a segunda opção.

Controle?

Junho 10, 2008 by brunobandido

Esse filme sobre a vida do Ian Curtis, vocalista e letrista do Joy Division que se matou enforcado no auge do sucesso, é um bocado legal. E bonito. A fotografia é ótima, afinal o diretor do longa, Anton Corbijn, é fotógrafo mesmo, e inclusive tirou retratos da banda nos anos 80.

Só que Control não é tudo isso que falam não. O Sam Riley, ator principal, não conseguiu pegar a real de Ian. Saca a profundidade do olhar do Curtis na foto acima? Passou longe. Tudo bem que ele é parecido e fez a dancinha legal no palco. É um bom ator, mas não rolou tanto assim como a imprensa anda falando. Mas também, pode ser idéia minha e eu ter que bancar de novo o um-contra-toda-a-crítica (vide gostar do cd da Scarlett Johansson).

Mas também! O roteiro foi quase todo baseado no livro (sem edição brasileira) da ex-mulher do cantor. A ex-mulher de papel assinado, diga-se de passagem, porque ele tinha aquele bizarre love triangle, como todos sabem por causa da música do New Order. Da onde já se viu se basear só no que a ex-mulher traída e mãe da filha orfã dele acha?

Ou seja, a adaptação cinematográfica não passou direito a vida do cara, principalmente sua pré-depressão e pré-epilepsia. Portanto, bato martelo e digo que não é uma cinebiografia definitiva. Mas isso é comum no mundo das telonas, afinal nem a do Jim Morrison, nem a do Cazuza e muito menos a daqueles últimos dias do Kurt Cobain (disfarçado) dirigidos por Gus Van Sant são. Os filmes servem, pelo menos, pra quem não conhece aprender sobre esses gênios do rock’n roll.

Ah, e as cenas de shows do Control são bem reconstituídas. O preto e branco foi uma excelente idéia. Papéis coadjuvantes são devidamente cuidadosos também, e a trilha é claro que é boa (Joy Division e coisa e tal). Tá bem, o filme é bom, sem profundidade nenhuma para reconstituir o Mártir, mas é bom.

japan in bathroom II

Junho 5, 2008 by brunobandido

anywhere I lay my head

Junho 2, 2008 by brunobandido

[]

Deve ser eu e mais uns cinco que gostaram do CD da Scarlett Johansson. Quando eu ouvi que ela ia se aventurar na música, logo tive um flashback dum filme da Sofia Coppola. Lembrei de Lost in Translation (Encontros e desencontros). Ela e o Bill Muray desafinando clássicos do pop num karaokê japonês. Foi aí que pensei que esse disco ia ser bom.

Anywherw I lay my head tem Tom Waits - dez canções de onze são suas - tem David Bowie - participa das músicas “Falling Down” e “Fannin Street” - tem David Sitek da banda nova yorkina Tv on The Radio - produtor do disco - tem a guitarra de Nick ZInner - dos Yeahs Yeahs Yeahs - e tem a música Song for Jo composta pela própria atriz - bonita e melancólica.

Com uma interpretação profunda para as músicas produzidas com roupagens modernas, um pouco na vibe anos dos 80 muito na dos 2000, Scarlett e Sitek criaram um clima arrastado e sintetizado por todas as músicas que passam uma a uma e deixam o belo e o triste nos ouvidos. O que ás vezes, dependendo do clima, pode soar um pouco chato.

Essa história de dizer que atriz se meter a cantora não dá certo é bobagem. E de ter que ter uma excelente voz para gravar acabou no mínimo há uns 45 anos atrás. Nestes quesitos, o álbum não tem a força intrínseca de uma Juliette Lewis, mas não sei nem se dá pra comparar. O negócio é que no mundo atual das cantoras bonitinhas, não tem muita coisa boa assim não.

como mentir para as mulheres e se fazer acreditar que elas acreditam IV (só vai entender)

Junho 2, 2008 by brunobandido

um e-mail

lu, essa noite dormi meio acordado e pensei que tavas na bahia, jogando carta com tambores. é que ás vezes o meu estado de espírito te alcança.

mensagem de celular

dança da chuva e choveu
te disse que era pra me contrariar