1º dia de Carnaval na Bahia

 

 

de manhã cedo os ratos sambam no forro. olho pela janela, cachorros comem restos de macumba embaixo da chuva e, aqui dentro, o vira-lata se divide entre pedir carinho e caçar as moscas. cago escutando The Cramps. Little Cum dorme, já está de folga, eu ainda tenho um dia de trabalho pela frente. de noite, vamos ao cinema, A Balada de um Homem Comum. até que os brasileiros não erraram a mão na adaptação do título dessa vez. lewin davis é mesmo um homem comum. um homem comum tentando o sucesso, coitado. ele é bom, mas é um purista. um purista talentoso que não vai chegar ao sucesso, não cheira a dinheiro, ele é um homem comum. ele não é Bob Dylan, que aparece de relance em determinado momento, tocando seu violão e harmônica pra uns poucos clientes em um barzinho do VIllage. Dylan era um purista naquele começo? talvez. mas um homem comum? como o filme é dos Coen, tem este grande momento de excentricidade e fracasso, o folk singer purista, um jazzista aleijado e um poeta beat caladão dividindo o carro até Chicago. uma longa epopéia de um homem comum que dura um dia ou dois. quem disse que não pode? os irmãos Coen acham que pode e brincam com isso e referenciam Joyce.
e o carnaval? ele devia tá rolando solto por todos os outros lados da cidade.

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