5º dia de carnaval na bahia

dou uma olhada nas notícias pela internet. Luis Fernando Verissimo em cima de um carro alegórico da escola de samba que o homenageia. meio que dançando, meio que dando tchauzinhos. caramba, é o Luis Fernando Verissimo. é carnaval e é brasil mesmo pra ele. mas também há caras em Nashville que não curtem música country, não é mesmo? aí aparecem umas imagens do Oscar. o Paolo Sorrentino, que ganhou por dirigir A Grande Beleza, cita suas três influências: Scorcese, Fellini e Maradona. Pode crer, Maradona é uma das minhas principais influências, imagine pra ele, um napolitano. Maradona também é uma das principais influências de quase todo o rock argentino que vem depois dele e ele também é influenciado pelo rock argentino – um jogador de futebol influenciado por riffs de rock’n roll, não é bacana? No documentário que o Kusturica fez sobre ele, quando pergunta se ele fosse um filme ou um personagem do cinema, qual seria, ele responde Touro Indomável, do Scorcese. Foda né? É bacana isso de influências em outras áreas. Há um tempo me perguntaram se algum escritor gaúcho me influenciava ou se eu me identificava com algum, eu disse que não muito, mas que Julio Reny, Cascavelletes, Nei Lisboa e a guitarra do Bebeco Garcia sim. Só pra citar os gaúchos. Posso falar em Joaquín Sabina, um dos compositores que mais admiro e dos Ramones e do Keith Richards também. E o que falar desse cd da Tempo Instável, que tem uma música aí em cima (uma das músicas mais bonitas de todas, junto com Ol’55, Girl from The North Country, Nunca Quisé, Something e mais algumas do Van Morrison). O Mário Bortolotto me mandou esse cd quando me mandou o seu livro Bagana na chuva. Ele rodou muito lá onde eu morava e minha ex-namorada, depois de aguentar por dias a fio,  disse algo como ‘acho que já tô me acostumando coesse cara de voz estranha achando que pode cantar jazz’. É um álbum do caralho, que eu prefiro ainda mais do que os dois discos da Saco de Ratos (a outra banda do Bortolotto), que também são muito bons. É assim, um riff de blues, um ‘one, two, three, four’ do Dee Dee Ramone e, com certeza, as pernas de uma mulher, às vezes são influências muito mais importantes do que um bom romance badalado ou um Machado de Assis. fazer o quê?

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