Prefácio do livro

O Mário Bortolotto acabou de me mandar o prefácio do livro Tem um palhaço agressivo e um hooligan triste em algum lugar aqui dentro, que vou lançar, pela editora Bartlebee, logo mais. Eu pedi pra ele escrever o prefácio lá em janeiro e fui adiando o prazo de entrega várias vezes. O primeiro motivo é pelo constrangimento de dar um prazo apertado a alguém que tem que ler a merda do seu livro, identificar alguns pontos positivos nele (porque é um prefácio, não vai se falar nos negativos) e ainda escrever sobre eles. Mas o motivo principal é que mesmo decidindo que selecionando o que eu tinha escrito desde os 19 anos, se eu escrevesse um conto de abertura e um de encerramento, dava pra formar um livro bem pequeno, porém constante, eu ainda não tava lá muito contente com ele. Bem, ainda não tô. Cada texto que eu dou por encerrado é uma espécie de fracasso. Mas, enfim, dando mais tempo pro prefácio, eu tinha mais tempo pra ficar alterando um bando de coisas. Do arquivo que mandei pra ele, eu excluí parágrafos inteiros, mudei outros tantos, mudei pontuações, coloquei textos novos e tudo o mais. É muito babaca isso de ser escritor, ficar se perguntando se um travessão fica melhor que uma vírgula quando nenhuma pessoa do mundo ligará pra isso. Acho que o Hank Moody já disse algo parecido. E é paradoxal como eu não aspiro uma grande literatura e ainda me importo com isso, mesmo querendo produzir algo com erros e ruídos, como eu sou, como são as músicas que eu faço e, provavelmente, tudo o que vou fazer. Cada vez que eu ler, vou acrescentar ou excluir algo, e, agora, com o prefácio pronto, vou finalmente dar por encerrado e mandar fechar logo o arquivo final. Bacana é que de todas as mudanças, nada que o Bortolotto tenha citado no prefácio eu alterei. Então ele achou alguns mesmos pontos positivos que eu – a alma do livro, podre ou não, está intacta. Lendo o texto dele, até faz sentido que isso tenha acontecido. O título é NÓS QUE NÃO SABEMOS NADA SOBRE AUTOMÓVEIS. Quando tiver mais perto do lançamento, compartilho aqui com vocês.

2 Respostas to “Prefácio do livro”

  1. Ernane Catroli Says:

    Reserva o meu exemplar, Bruno!

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