sexta 13 – livro pela editora do Kleber

Acho que o Stephen King que diz que se formos olhar pras fotos de autor nos livros de gente como Bradbury, Singer, Matheson e outros que brincam com o fantástico, em todas elas, vamos perceber algo de infantil no olhar deles. Uma chama dos primeiros anos que os leva a se divertir com e a contar esse tipo de histórias.

Acho que é isso que me faz não querer sair pra beber numa sexta-feira 13, por exemplo. Preferir ficar em casa vendo filmes de fantasma até pegar no sono (ou não conseguir pegar no sono). E talvez seja isso que tenha me feito acabar hoje o conto que vou lançar em livrinho pelo selo do Kleber Felix, na Bar Editora. Fonte do Boi, é o nome. E ele fala sobre um bancário babaca e sobre Salvador e sobre casos sobrenaturais. Casos que tirei de algo muito interno, algo que talvez esteja me levando a enveredar por terrenos muito mais diferentes que a autoficção. Já saíram pequenos contos meus assim. O último do meu livro, Cães, foi o início, por exemplo. Depois teve A Casa de Driele, pro Dia Zero e, em breve, vai sair um chamado Madame Fortuna, em livro que reúne vários autores bacanas escrevendo sobre a loucura.

Todos esses, e o Fonte do Boi incluso, são uma espécie de amálgama do que eu sempre escrevi (e vou seguir escrevendo) com algo mais fantástico. Não tenho dúvidas que são o caminho que vai desaguar na minha novela de fantasmas, Navio de Crianças, que já comecei.

Foi legal ter acabado esse conto na sexa 13. Antes disso, eu vi um filme bacana com minha mulher – Hush – a morte ouve. É um terror nada sobrenatural, porque depois de uns filmes que coloquei pra Camila assistir e de umas histórias que acabo contando,  ela se nega veementemente a ver qualquer coisa que envolva espíritos comigo. Mas agora ela já dormiu, meus cachorros também, e faltam quatro minutos pra meia-noite. Hora ideal pra eu apagar todas as luzes e dar play em algo do tipo, igual a porra de uma criança, pelo menos a criança que eu era, caminhando pra sala muito devagar pra não acordar meus pais e ligando a TV no volume mínimo toda sexta-feira de madrugada na Band, na Manchete ou sei lá, em algum desses canais, não lembro qual, sempre encontrava meus amigos Drácula, Freddy Krueger, Mike Meyers, Chucky, lobisomens famintos, o homem-rato, insetos gigantes, vermes devoradores de carne, casas assombradas (meu tema predileto) ou um dentista filho da puta que torturava os clientes e eu jamais vou esquecer.

 

 

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