POEMA Nº17

Hotel Europa

O hotel não fede a cigarros
mas poderia
também não faz frio lá fora

(as prostitutas tomam banho
de sol
enquanto os filhos
nadam na piscina natural)

hoje a camareira bateu
olhei sua bunda ao
dobrar os lençóis

(me senti em um livro
da Yoko Ogawa)

sempre gostei dessa
imagem
de camareiras fumando
entre um quarto e outro

acendi um cigarro
ela abanou a fumaça
e me olhou com
desgosto –
sua saia longa
suas melenas
infinitas

tive vontade
mostrar o meu pau

evangélicas chupam paus
como gordos em dieta
comem escondidos de si mesmos

como adolescentes fumam
longe dos pais
e fingem que eles
não sabem

o mesmo princípio
só que com Deus.

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