poema nº 54

Oração à mulher

 

A serpente me tentou e me fez um soco
falo de bronze em crucifixo
a paróquia onde dormimos era tão úmida
que o frio à noite encostava nossos corpos
Só o som do cravo fez satã chorar
A serpente me chamou pelo apelido caseiro
enrolou brigadeiros pra fazer festa
o nome dela é Joana e o nome dela é Rainha
chora também quando os homens se quebram
Aos juízes que me matarem e tão logo
Deus me tirar as algemas – quando o mar
abduzir os jardins ela estará pronta
Amanhecerá escovando a língua branca
das trevas

2 Respostas to “poema nº 54”

  1. Aldo Junior Says:

    “Amanhecerá escovando a língua branca
    das trevas” – do caralho, Bandido!

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